quinta-feira, 30 de abril de 2015

ENTRE O CÉU E A TERRA

A noite estava calada, escura, mas dada, de aptitude
que ainda atualmente não sei qual a longitude
onde estivemos os dois, em tempo desconcentrado
num cenário à sorte, e só por acaso, achado.
Que desafio! De um lado, tudo serra, do outro, rio
silencioso, entusiasmado, doce, experimentado
resvalando em leitos de ternura, ora minha, ora tua
que a tortura dos nossos fortes desejos atiçava e galgava.

O carro, um BM escuro, abriu os braços complacentes
enquanto eu, inconsciente e em morte cerebral
me finava naquela rude paisagem, que tanto odiava
que nada me dizia, pelo contrário, me fustigava.
Ao invés de mim, havia no teu olhar luz a transbordar
em delírios cientes, que agitavam a foz, premente 
ansiando pelos vaivéns com promiscuidade e virilidade
que te açoitavam a memória, a penetravam e ejaculavam.

Observaste-me, aparentemente, com paciência e avidez
analisando a consternação, que eu causei, talvez
esperando, porém, a satisfação dos anseios esperados
que te prometi em momentos transcendentais.
Não tinha por onde me safar, despertados os sentidos  
estes iriam ordenar empenho e cumprimento total
e dessa maneira e base, angariaste-me toda só para ti
prendendo-me, afagando-me, sustendo-me, afagando-me.

Deixei-me levar como as águas incontidas e desatadas
numa caravela de medos, de ventos e segredos
enfrentando todos os riscos, marés violentas, perigos 
não fosse ele arrombar o meu corpo, em bruto.
De nada valeu esta minha atitude, desgraçadamente
pois numa investida gananciosa e gesto abrupto
guardou-me, atou-me, enclausurou-me a sete chaves
no frenético e louco prazer do seu corpo, está bom de ver.

Os vidros das janelas do carro ficaram nulos e embaciados
tal como as minhas mãos suadas e afogueadas
de tanto massajarem o planalto do corpo dele, aluado
que parecia tarado, insaciável, descompensado.
O banco onde eu estava sentada, ficou vago e parvo
porque não compreendeu a minha fuga prevista
sem bússola, quadrante ou balestilha adequada, nada
que tudo lhe indicariam, com científica precisão e exatidão.

O banco do condutor metia tanto dó e pena, desgraçado
pois não sabia se aguentaria tamanha trepidação
com as voltas e reviravoltas de dois corpos esfaimados
num alheamento e cegueira abissal e paranormal.
Eu, por cima. Ótimo! Deste modo, já não via o cenário
que me desbotava o olhar e até mesmo o respirar
naquele ambiente, que não conhecia e que nada me dizia
mas, ao mesmo tempo, parecia-me apelativo e convidativo. 

Sem eu dar  por nada, fiz a  inversão  da minha posição
tendo agora que consolidar, o já conseguido
para que a confiança reinasse, decerto, e se instalasse
naquela magia, enlevo, desvelo e naquela sintonia.
O meu corpo, um templo, foi adorado e depois pilhado
de todas as roupagens, acessórios e miragens
e nem um átomo dos meus seios, a boca dele renegou
por os considerar altares sagrados, seus e não profanados.

Eu, agora, de estruturas descascadas e desanuviadas
esperava, aflita, as ferramentas apropriadas
para que fosse apreciada, invadida e entranhada
dando assim ocupação e satisfação, ao mentor da ação.
Furou o meu interior com a máquina dele, um primor
com frémito, impetuosidade e potencialidade
para cima e para baixo, para a frente e para trás 
despetalando-me, sem dó nem alma, desventrando-me.

Este meu estado permitiu a entrada na infraestrutura
que, de facto, ficou mais segura e sossegada
sem dizer ai nem ui, como se estivesse anestesiada
estando mais do que pronta, para a mistura.
Contudo, e como não querias aplicar, logo, a tinta
ficaste a mirar os sinais na minha pele madura
sobretudo um, ao canto da boca, ali nascido, doçura
que destravou o teu cérebro, pondo-se logo, aumentativo.

A tinta com  que irias  inundar, estava quase no ponto
e perante tanto envolvimento e arrebatamento
o óleo do teu motor, destrambelhado para se renovar
já não foi capaz de se fazer estancar e de parar.
Alagada, inundada em quantidade, odor e qualidade
fiquei assustadíssima com tamanha chuvada
que, às golfadas, encharcaram a minha flor altruísta
dando à pintura, matizes e texturas  de aspeto surrealista.

Tenho de dizer-te, de confessar-te, que fiquei desiludida
com o teu (a)normal e procedimento egoísta
pois nem esperaste por mim na tremenda desfilada
que queria regrada, serena, atenta e atempada.
Todavia, que poderia eu fazer, como deveria proceder
num ermo daqueles, tão longínquo e deserto
entre o céu e a terra, afastada de tudo e do mundo
sem nada poder dizer, executar, tomar posição e decisão. 

Não liguem nada ao que eu digo, pois estive num paraíso
ouvindo palavras físicas, excitantes, sensoriais 
falando a linguagem dos amantes, lânguida, devassa
que, não vos consigo transmitir, nem proferir
pois a dimensão da paixão, é aliciante, pura, vivificante.
Enquanto isto, ele idolatrava-me, absolutamente
esquecendo e abolindo tudo o que aqui tinha aprendido
fazendo de mim a mulher única, a mulher mais feliz
 a sua musa, a sua ninfa, meretriz, deusa, a sua imperatriz.


CÉU

58 comentários:

  1. Céu, mais um texto delicioso que com uma carga poética avassaladora envolve o leitor, o leva à cena e o faz navegar em cada metáfora linda que tu utilizas. Parabéns. Tua escrita é admirável.

    Um grande abraço e bom fim de semana.
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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  2. Olá Céu!

    Não sei se o teu nome é mesmo Céu, mas isso agora não interessa para nada, o importante é que gostei muito do teu blogue e da forma como escreves, Só lamento que não tenhas instalado a mini-ampliação seguidores, mas respeito a tua opção. Ainda assim estás linkada.

    Beijinhos e obrigado pelo comentário!
    :)))

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    1. Seja bem-vindo ao meu blogue, Ricardo!
      Agradeço retribuição de visita e comentário.
      Bom fim de semana!

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  3. Desvendado o mistério dos incêndios florestais espontâneos!
    Beijo

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  4. Estuviste en el paraiso y escuchaste cantos celestiales, tambien eres la musa de alguien, lindo escrito, saludos desde El Blog de Boris Estebitan

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    1. Sê bem-vindo ao meu blogue, Boris!
      Agradeço visita e elogioso comentário.
      Abraço.

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  5. Pois... o que dizer?...
    Mais um texto de de uma qualidade sem limites... de leitura intensa e empolgante... para ser devidamente apreciado... e reapreciado... pois não quero correr o risco... de dar uma opinião precoce... ;-))
    Muitos parabéns, por um trabalho de alto nível... sempre fascinante... e por ter incluído por aqui, as palavras de Paulo Coelho, que também adoro de paixão... e que considero um mestre, na arte de descrever o Amor e a Paixão... em frases tão simples, quanto arrebatadoras, e absolutas... e desconcertantemente verdadeiras...
    Beijos, Céu!
    Bom fim de semana!
    Ana

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  6. Entre o céu e a terra temos a vida... simples, assim! :)

    Beijo.

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  7. Hoje li, apenas, o poema. Consegui abstrair-me do conteúdo, apreciei o estilo, a métrica e a forma. Excelente!
    Agora vou tomar um duche frio. Acalma e deixa-me imaginar.
    Depois volto, já digerido é mais fácil.

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  8. O céu está lindo e azulado até ao oceano que se avista ao longe das minhas varandas
    também se ouvem cânticos celestiais na beleza de um dia de sol na primavera
    escreves muito bem Céu, poetizando atos que nos aparecem por demasiadas vezes "ao desbarato"!
    abraços, feliz sábado para ti
    Angela

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  9. Texto maravilhoso e fantástico minha amiga que vai da terra ao céu.
    Um bom fin de semana e um abraço.

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  10. Inventamo-nos em gostos e vontades.
    Delicias de desejos descomedidos, destemidos !

    Bom fim de semana, Céu!:)

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  11. de facto, parece-me um "mecânico" um tanto ou "esquemático"...
    que oleia bem as juntas, muda o óleo com zelo, aperta com precisão as folgas, mas sem entender o "cantar" da máquina que tem nas mãos...

    dá deuses as nozes...

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  12. Boa noite Céu.
    Uma linda poesia, escrita com detalhes que envolve o leitor para ler com prazer ate o final. Um feliz domingo, com muitas alegrias. Abraços.

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  13. Muito "caliente", sempre ...
    Beijo, Céu!

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  14. corrijo:

    ... "um tanto ou quanto esquemático"....

    "dá Deus as nozes..."

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  15. Uma poesia escrita com coração e emoção.

    Beijinhos

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  16. Gosto das fotos que seleccionaste para aqui...:)Quanto aos textos ainda não os li com atenção mas irei fazê-lo*

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  17. IMÁGENES QUE ALTERAN LOS SENTIDOS. LINDO TEXTO.
    ABRAZOS

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  18. Olá,Boa noite, Céu
    sim, tudo na paz! ... a progressão do prazer e do jogo de amor, desde os primeiros gemidos de excitação até o orgasmo ( apesar que "nessa" , na realidade, foi mais sossegada, sem dizer ai nem ui) , sempre nos leva (ou os dois, mesmo que com forças inversas , porém cúmplices), concomitante , ao céu e à terra...
    Agradeço, belo domingo,belos dias,beijos!

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  19. Olá Céu ,

    Uma viagem ao "Paraíso" cheio de fantasias sedutoras , gostei muito :)
    Obrigado pela visita e comentário no Reflexos .

    Respondendo à sua questão , a Natureza faz parte de mim desde sempre , é com Ela que eu me restabeleço e recupero Energias , é com a Natureza e no mistério da mesma , que eu me identifico .

    Um Beijo e Votos de um Bom fim de semana :)

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  20. Entre o céu e a terra,
    no outono ou no verão
    seja a vida sempre bela
    com muito amor e paixão.

    Com as pernas ao léu,
    tanta a sua imaginação
    o seu poema amiga Céu
    que o amor não seja ilusão!

    Resto de bom domingo,
    um abraço para você amiga Céu.
    Eduardo.

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  21. Amiga mia,tu imaginación vuela mucho más alta que todas mis fantasias
    Agradecido `por tu entrada a mi blog

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  22. Belo texto um tanto mecânico, mas desde que haja cumplicidade, tudo é válido!
    Seus textos e poemas nos prendem.
    Muito obrigada pelo carinho de sua presença.
    Beijos

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  23. agradeço a visita e os comentários no meu espaço, este teu espaço que agora visito e me delicio é a sensualidade de uma escrita que nos faz querer mais, nos faz querer voltar. Obrigado

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    1. Carlos, seja bem-vindo ao meu blogue!
      Agradeço a sua visita e comentário, mas acredite k já não me lembrava k o tinha visitado e comentado, pke já foi há algum tempo.
      Volte, qdo desejar. Obrigada!

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  24. Posso contar um segredo?
    Sempre gostei de namorar no carro.
    Boa semana

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    1. Já somos dois, mas com uma condição da minha parte: a traseira do carro virada "pró" mar, atitude que ele não entendia, mas valia o "resto".
      Boa semana, Pedro!

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  25. Olá Céu,

    Fiquei aqui imaginando o balanço da BM-rs.
    Incrível a sua capacidade de inovação nas abordagens da espécie.
    Muito bem escrito. Uma prosa poética de tirar o fôlego.

    Quanto ao texto do meu blog, acerca do perfeccionismo, trata-se de uma psicografia. O Wanderley Oliveira foi apenas transmissor da mensagem ditada pelo espírito Ermance Dufaux. Como você, também tenho traços fortes de perfeccionismo. Já me desgastei muito por causa dele e atualmente estou mais comedida e fazendo o melhor que posso,sem muita cobrança. Como perfeccionista, além do estresse, ainda perdia um tempo importante e cobrava além das possibilidades daqueles que trabalhavam comigo ou estavam ao meu redor.

    Feliz semana.

    Beijo.

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  26. Adorei, está fantástico!

    r: Não, estava a referir-me a outro movimento :) concordo totalmente*

    Beijinhos e boa semana

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  27. O atrevimento do amor nos instala em dimensão que, em alguns casos, supera a do próprio gozo.
    Cadinho RoCo

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  28. Sem frio...Havia tejadilho?
    Uma viagem em constante transgressão.
    A GNR não apareceu?
    Boa Céu!

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    Respostas
    1. Nenhum frio, bem, pelo contrário. Sim, era um BMW série 7 Berlina, metalizado.
      A "Céu" obrigava-o, a que, de vez em qdo, se cumprissem as regras da moral e dos bons costumes.
      O local era ermo, mas situava-se na cidade, portanto, PSP. Não apareceu, não, Agostinho!

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  29. No sé si lo habré comprendido bien, pero saco en conclusión que, pese a estar en un lugar que desconocías, que no te inspiraba nada y que no te gustaba, has logrado, al final, sentirte diosa, querida, protegida y tocar el cielo al sentirte en el paraíso cuando te has visto mimada entre sus brazos y rodeada de tantas muestras de amor.
    Eres muy valiente describiendo sensaciones, yo no sabría hacerlo, por eso te admiro y trato de leerte con mucho detenimiento.
    Agradezco mucho tus letras, siempre me siento arropada por ellas.
    También siento que no tengas a esa madre que lo daría todo por ti, pero piensa que, desde algún lugar lejano, nos siguen protegiendo y amando, es la única esperanza que nos queda.
    Te dejo un fuerte abrazo con mis cariños.
    kasioles

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  30. Bom dia, admiro a sua criatividade, com esta consegue por os seus visitantes em polvorosa, depois de ler muito o que escreveu, reparei que não fala no estado em que os amortecedores e os pneus do carro ficaram, certamente que ficaram em mau estado.
    AG

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  31. Vívido, intenso e emocionante, Céu! Como, aliás, são todos os teus textos. Boa semana!

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  32. É incrível, a capacidade que tens de descrever as tuas entregas imaginárias. Cada uma mais quente e ousada que a outra. Adoro ler os teus escritos Céu. Parabéns!

    Abraços,

    Furtado.

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  33. Sinceramente, admiro cada vez mais a tua forma de escrever e a tua pessoa...

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  34. Un texto intenso,pleno de sensualidad y también de poesía.

    Gracias por tu visita a mi blog Antología,Cielo.

    Un abrazo

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  35. Passando por aqui, deixando um beijo, Céu... e apreciando a fantástica escolha musical, que adoro... e que também já não ouvia há algum tempo.
    E aproveitando para reler este texto fantástico, novamente...
    Só um pequenito reparo... adoraria imaginar tudo o que é descrito... mas sem ser no interior de um BM... sei lá... talvez um carocha descapotável... num Mini... certamente ficaríamos todos muito apertados... eles, e o leitor... mas preferia um carrucho, um pouquito menos aristocrático, e mais popularuxo.
    Percebo porque foi utilizado no texto, uma sigla curta... que se dilui facilmente no texto... um carro de sonho... mas ocorre-me que provavelmente o dono do BM, talvez preferisse passar à acção, num cenário mais palaciano... e confortável...
    Just my opinion... que vale o que vale... e que é nada...
    Por exemplo, se eu imaginasse a cena, seria talvez com uma carrinha Dodge, de caixa aberta... e o cenário mais adequado, algures no Texas... decididamente... tenho que fazer uma pesquisa sobre carros... se eu quiser fazer uma sugestão, um pouco mais coerente, transposta aqui para a realidade nacional...
    Beijos, Céu! Tá a ver?... Lá me estreei numa critícazita, por aqui... espero que não me tenha levado a mal...
    Ana

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    1. Olá, Ana!

      Agradeço visita e precioso comentário.
      Qto ao carro, enfim, não temos a mesma opinião, mas quem sabe se aquilo que propõe não seria mais "apertadinho", mais "in".
      Ora essa! Opiniões diferentes da minha são sempre bem-vindas, até pke da "discussão nasce a luz".
      Beijos, com estima e apreço.

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  36. Nãoo te peço perdão pelo que fiz
    Era o que tinha de acontecer
    Sentia o sangue a me percorrer
    Perdoa apenas o que desfiz

    Foi algo mágico que sucedeu
    Todas as células se amotinaram
    Os órgãos então se alvoroçaram
    O maravilhoso apareceu

    Era afeição, emoção, coração
    Havia pintura, música, arte
    Se expandindo por toda parte
    Puro escravo da vil sensação

    Estava em outro pensamento
    Outro mundo outra luz outro céu
    Não podia ser ao mundo fiel
    Nem comandar o meu próprio alento

    E nadava em lago magmático
    Logo ali em profundo vulcão
    Desejavas a minha atenção?
    Eu estava em piloto automático...

    Só agora não me venha cobrança
    De malfeito ou algum prejuízo
    Não estava em perfeito juízo
    E por ora só me apraz a bonança!

    Kisojn.

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  37. Quando em sintonia, o amor nos arrebata sabe-se lá pra onde.
    Cadinho RoCo

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  38. Esas fotos tuyas mi querida amiga dejan mucha sensualidad bella y atractiva.

    Abrazo grande.

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  39. Olá amiga! Passando para agradecer a tua honrosa visita e tão belo e contundente comentário, deixado lá no nosso Literatura & Companhia Ilimitada, que hoje trata sobre Francisco Sá de Miranda.

    Abraços,

    Furtado.

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  40. fantástico texto, muita poesia, e arroubos, escrito de tal forma que a leitura flui em imagens fantásticas! parabéns! vc escreve muito bem, bjs

    http://metamorfosearsemmedo.blogspot.com.br/

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  41. Bem... os rapazes da banda... fazem-me dislexia... mas, no bom sentido... ;-))
    E no meio do meu blá blá, todo de ontem... esqueci-me de mencionar, que me tinha ocorrido a marca Peugeot... talvez, porque o slogan seja... "O leão mostra a sua raça..."
    Mas este post, deu-me uma imensa vontade de fazer uma pesquisa sobre descapotáveis...
    Pelo menos, se me sair o Euromilhões, no fim de semana... já não serei apanhada desprevenida...
    Assim que tiver um tempito... vou fazer uma pesquizazita...
    Beijos
    Ana

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  42. Poema avassalador, perene... completo.
    Parabéns, Céu.


    Beijos


    SOL

    ResponderEliminar
  43. No quedan muchos hombres que provoquen todas esas sensaciones que describes :)
    Muchos besos, Céu <3

    PD: No te preocupes por escribirme en portugués, yo lo entiendo perfectamente, soy de Galicia y el portugués y el gallego son idiomas muy parecidos.

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  44. Alto! Parou tudo!
    Será que o carro estaria bem estacionado?
    Ok, estou a desviar conversa para fugir à questão... este artigo trouxe à minha memória a última vez que fiz amor num carro (qual BM qual quê...), estacionado à porta de uma... igreja!
    Ai pecado meu, pediria eu a salvação?
    Não deu para procurar outro local, foi mesmo ali, sem dó nem piedade... sem tudo! :) eheheheheheh
    Ainda bem que foi de madrugada e os sinos não tocaram, pois caso contrário o coração podia apanhar um 'susto'.
    Perdoai-me senhora. ;)

    Beijinhos minha querida amiga.
    Tudo de bom.

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  45. Primeiramente, queria me desculpar em não ter retribuído prontamente sua visita e gentil comentário em meu blog. Ando com muito ocupado e desejava ler com calma o conteúdo de seu blog, o que fiz agora mesmo. Eu gosto de escrever o que sinto em poucas palavras, tentando colocar intensidade nelas. Mas você consegue colocar intensidade mesmo em muitas. Gostei muito!

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  46. Céu, acho que sou uma leitora um pouco pudica ou envergonhada, porque achei um pouco demais. Tal como acho desnecessárias as imagens que acompanham o texto e que condicionam a nossa imaginação. Mas isto são gostos pessoais.
    Beijinho, um lindo fim-de-semana
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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  47. Me alegra saber que he entendido bien tu poema.
    Llevo muchos años viviendo en Castilla pero he nacido en Galicia.
    Si estoy bien documentada, creo haber estudiado que, allá por la Edad Media, el gallego y el portugués estaban en hermanados, formaban una sola unidad y, aunque ya he olvidado muchas palabras, suelo entender algo, ya sabes, de aquello que se mama, siempre quedan raíces.
    Siempre sentiré nostalgia por mi tierra, pero ahora mi vida está aquí, con lo que me queda, que son unos extraordinarios hijos y nietos.
    De Portugal conozco muy poco, he estado dos días en Lisboa pero es una ciudad muy grande para verla y disfrutar de ella en tan poco tiempo.
    Cariños y buena semana.
    kasioles

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